13/02/12
Agora é oficial: A Marcha da Maconha de São Paulo será realizada no dia 19 de Maio, às 14h, com concentração no vão do MASP! Acompanhe, divulgue e participe – as reuniões da Marcha da Maconha são mensais e realizadas no Centro Cultural São Paulo (da Vergueiro).
Confira os relatos das duas primeiras reuniões!
08/02/12
da Radio Legalize

A Radio Legalize enfrentou problemas antes mesmo de publicar o calendário, como a censura de algumas gráficas por conta das fotos de plantas e flores que acabou atrasando seu lançamento. Portanto já esperávamos que uma vez distribuído o calendário poderia gerar polêmica na grande mídia. O que não esperávamos é que a polêmica seria gerada dentro do próprio movimento antiproibicionista. Um dos coletivos que organiza a Marcha da Maconha de São Paulo tentou censurar a publicação de uma propaganda do calendário no site da Marcha, ainda que todo seu lucro fosse destinado a realização da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro. Após muita discussão, a propaganda foi publicada no site da Marcha, junto com uma opinião favorável e outra contrária.
Nós da Radio Legalize somos contrários a qualquer tipo de exploração. Tanto que sempre militamos pelo direito de plantar cannabis para o uso próprio, em boicote a máfia da cannabis prensada, que oprime trabalhadores rurais e financia a indústria da corrupção e da violência. Nós consideramos infundados qualquer argumento dizendo que o calendário Radio Legalize é machista, oprime ou mercantiliza as mulheres. Nossas Pot Models participam da Marcha da Maconha, são envolvidas na luta pela legalização da maconha em seu dia a dia e passam de longe dos estereótipos de anuncio de cerveja tantas vezes condenados pelo coletivo a favor da censura do calendário.
Historicamente as Marchas da Maconha no Rio de Janeiro sempre tiveram mulheres em sua organização, a primeira Million Marijuana March Rio em 2002 foi convocada por uma Portuguesa, e na primeira reunião da Marcha da Maconha de 2007 haviam 3 mulheres dentre os 6 presentes. O bloco Planta na Mente, cuja porta-bandeira posa no calendário, é um dos coletivos antiproibicionistas mais ativos do Rio de Janeiro e tem várias mulheres em sua formação. Qualquer um que veja as fotos da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro verá que é um movimento bem homogêneo em termos de género.
Lamentamos muito que em pleno século XXI, alguns grupos ligados a Marcha permaneçam com opiniões preconceituosas (uma vez que nenhum dos nossos críticos viu o calendário) e práticas mais do que ultrapassadas, trazendo aqui discussões que fogem ao nosso compromisso que é lutar pela legalização da Maconha e o fim da guerra às drogas.
07/02/12
do Coletivo DAR

“Ah sim os defensores das mulheres, ta me parecendo caô pra comer”
“Esta daqui é a Marcha da Maconha ou a Marcha do Politicamente Correto???”
“Agora vem pagar aqui de moralista. é isso mesmo ou é careta ou não gosta de buceta. viva a liberdade”
A foto acima foi tirada durante a II Conferência Latino-americana sobre políticas de drogas, realizada no Rio de Janeiro, em 2010, em uma reunião de “movimentos canábicos” do continente. Contando com representantes de marchas e coletivos de Argentina,Brasil, Colômbia, México Uruguai e Peru, a reunião visava traçar estratégias comuns ao movimento em nível continental e não contou com nenhuma mulher presente.
As frases citadas em seguida fazem parte de um debate virtual vivido recentemente no interior da Marcha da Maconha, por conta de uma discussão a respeito da divulgação ou não de um calendário cuja arrecadação contribuiria com o movimento e no qual as imagens são de “pot models” -modelos maconheiras ou algo assim. Como houve visões divergentes, expomos aqui a posição do DAR, no intuito não de recriminar ou moralizar o Calendário e as meninas que cederam sua imagem e seu trabalho para sua feitura, mas por acreditarmos que essa é uma boa oportunidade para trazer à tona relações de desigualdade que são frequentemente naturalizadas, não percebidas, e assim mantidas e perpetuadas.
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