O Anonymous organização on-line ativista começou a Fase 1 do OpCannabis, seu esforço para educar o público e trabalho em prol da legalização da maconha em todo o mundo.
Ao anunciar OpCannabis, que oficialmente será lançada em 20 de abril, Anonymous lançou a seguinte declaração:
Em 2008, 2009 e 2010 foi a mordaça, em 2011 as bombas. Fomos proibidos pela justiça, estigmatizados por parte da mídia e por políticos e até ameaçados por neonazistas, mas nada disso impediu a consolidação da Marcha da Maconha como um dos principais movimentos sociais brasileiros. Ano passado marchamos em 20 cidades pelo país, e nosso grito colorido e pacífico em defesa de outra política de drogas obrigou o STF a se posicionar contra qualquer proibição à nossa manifestação.
Deixando a defensiva, os tribunais e os cassetetes no passado, temos agora um mundo de possibilidades pela frente e uma mentalidade conservadora e proibicionista para transformar. Nossa repressiva política de drogas só não fracassou em encher os bolsos de corruptos, as cadeias de pobres e os cemitérios de corpos – de resto, é um incontestável absurdo que só semeia violência e intolerância pelo mundo. “Basta de guerra!”, novamente vem dizer a Marcha da Maconha SP, desta vez no dia 19 de maio, com concentração no MASP (Av.Paulista).
Para fazer nosso evento ainda mais impactante e chamativo, estamos com uma campanha de arrecadação para a Marcha de São Paulo 2012. Pretendemos atingir um mínimo de 15 MIL REAIS em doações até o dia 01/05 , e com isso compraremos materiais e faremos ações que aumentarão a capacidade de nossa manifestação levar ainda mais longe a demanda por uma outra política de drogas e pela legalização do consumo, da produção e da distribuição da maconha.
A Marcha da Maconha é um evento que acontece todos os anos em diversas cidades ao redor do mundo desde 1999. Na primeira, em Nova Iorque, a Marcha também sofreu repressão policial. Os agentes fecharam alguns portões do Central Park, tentando impedir a entrada dos manifestantes. A Marcha contornou o parque por fora e usou outra entrada para ter acesso ao local marcado para a concentração final da manifestação. Desde então, em cada país do mundo, em cada cidade, a Marcha tem tomado formatos, conteúdos, ritmos diferentes, de acordo com a cultura de cada localidade. Ao longo desses 13 anos de mobilização, centenas de cidades já produziram suas próprias versões da Marcha da Maconha e, no Brasil, esse movimento vem crescendo a cada ano.